O fim de semana de Gabriel Bortoleto em Interlagos foi daqueles que nenhum piloto, e nenhuma equipe, quer enfrentar. O brasileiro sofreu duas batidas fortes no GP de São Paulo de Fórmula 1 e, segundo estimativas, pode ter gerado um prejuízo milionário para a Sauber.
A primeira pancada aconteceu na última volta da sprint. O impacto destruiu grande parte do carro, deixando a Sauber com menos de três horas para tentar reconstruí-lo antes da classificação, uma missão praticamente impossível. O time até tentou, mas o #5 acabou ficando fora do quali e Bortoleto largou do final do grid.
Na corrida principal, o drama se repetiu. Após um leve toque com Lance Stroll ainda na primeira volta, o brasileiro bateu novamente, encerrando de forma amarga um dos fins de semana mais difíceis de sua temporada.
O acidente da sprint, o mais violento e danoso, exigiu da Sauber o equivalente a reconstruir quase um carro inteiro. A brincadeira não saiu barata. As primeiras estimativas apontam um prejuízo em torno de US$ 2 milhões (cerca de R$ 12,6 milhões).
Com isso, Bortoleto acabou, ironicamente, “assumindo” a liderança do campeonato de desconstrutores, uma brincadeira comum na F1 para se referir aos pilotos que mais geram gastos por acidentes ao longo da temporada.
Tsunoda, Norris e Verstappen no ranking dos prejuízos
Bortoleto não foi o único a deixar um rombo no caixa das equipes.
- Yuki Tsunoda também teve um fim de semana complicado e acumula cerca de US$ 2,9 milhões em danos para a Red Bull.
- Lando Norris aparece logo atrás, com cerca de US$ 2,3 milhões, contabilizando batidas no Canadá e na Arábia Saudita.
- No lado oposto da lista, Max Verstappen é quem menos danificou o próprio equipamento: “apenas” US$ 200 mil em toda a temporada, um valor baixíssimo para o padrão da Fórmula 1.






