A FIA aprovou oficialmente o pedido da Red Bull para conceder uma superlicença de Fórmula 1 a Arvid Lindblad antes de o jovem piloto britânico completar 18 anos. Lindblad, atualmente competindo na Fórmula 2 pela Campos Racing, só atingirá a idade mínima exigida pela FIA em 8 de agosto, mas a Red Bull utilizou uma cláusula do Código Desportivo Internacional para solicitar uma exceção, assim como a Mercedes fez anteriormente com Andrea Kimi Antonelli.

Durante a reunião do Conselho Mundial da FIA em Macau, o pedido foi aceito com base na avaliação de que Lindblad demonstrou “recente e consistentemente excelente habilidade e maturidade em competições de monopostos”. Com isso, ele está oficialmente elegível para atuar como piloto de F1, podendo ser integrado ao grupo de reservas da Red Bull e da Racing Bulls antes do previsto.
A decisão vem em um momento de atenção especial dentro da equipe, já que Max Verstappen, atual tetracampeão mundial, está a apenas um ponto de uma suspensão de corrida. Embora o pedido de Lindblad não esteja diretamente relacionado a essa situação — tendo sido iniciado antes dos três pontos de punição que Verstappen recebeu no GP da Espanha —, o timing adiciona uma camada extra de estratégia ao movimento da Red Bull.
Lindblad venceu recentemente a corrida principal da etapa espanhola da F2, assumindo o terceiro lugar na classificação do campeonato e reforçando seu status como uma das promessas mais fortes do programa de jovens pilotos da Red Bull. A expectativa é que ele participe de várias sessões de treinos livres (TL1) ao longo dos próximos meses, com vistas a uma possível estreia oficial na F1 em 2026.
O ex-piloto Johnny Herbert comentou sobre a rápida ascensão de Lindblad, destacando que ele pode representar uma ameaça direta a Yuki Tsunoda dentro do ecossistema da Red Bull. Segundo Herbert, “ele pode até ser melhor que Verstappen”, embora ressalte que a verdadeira medida de seu potencial será revelada quando dividir a garagem com o campeão. Ainda segundo o ex-piloto, se Lindblad conquistar o título da F2 em 2025, a Red Bull poderá considerá-lo como peça-chave em um eventual cenário de sucessão dentro da equipe, especialmente caso Verstappen venha a deixar a escuderia.






