A NASCAR Brasil viverá uma fase renovada a partir de 2026 com a estreia do novo carro RISE26, e também com a chegada de um novo competidor ao campeonato. A Cavaleiro Sports confirmou, com exclusividade ao Motorsport.com, que ingressará oficialmente na categoria na próxima temporada, alinhando quatro carros e se tornando o quinto time do grid.
O chefe da equipe, Beto Cavaleiro, celebrou o anúncio e relembrou sua relação antiga com a categoria.
“Tenho uma história longa com a NASCAR Brasil. Corri aqui em 2012, logo na volta da competição como Sprint Race, e fui vice-campeão com o Eduardo Leite. Sempre tive um carinho enorme pela categoria, pelo Thiago Marques e pela família Marques, que sempre me acolheram muito bem”, afirmou.
Segundo Cavaleiro, o convite para integrar o campeonato veio no ano passado, mas ele acreditava que ainda não era o momento. A ideia inicial era entrar com dois carros, porém, após insistência, o projeto cresceu.
“Eu disse que começaria com dois carros para testar, mas ele insistiu que fossem quatro — e acabei aceitando. Agora é agradecer ao time da NASCAR Brasil e ao Thiago Marques, e trabalhar para construir uma equipe forte.”
Estrutura e grid permanecem iguais em 2026
Com a chegada da Cavaleiro Sports, o número total de carros não aumentará. O grid manterá 24 vagas, distribuídas da seguinte forma:
- Full Time – 6 carros
- RC – 6 carros
- Cavaleiro Sports – 4 carros
- Mattheis – 4 carros
- MX Vogel – 4 carros
A Cavaleiro Sports vive um momento de expansão em múltiplas frentes — Stock Car, F4 Brasil, Copa Truck e outras competições. Para Beto, isso reflete o cenário extremamente positivo do automobilismo brasileiro.
“O que mais me surpreendeu é como, nos últimos dois anos, todas as categorias cresceram. A Copa HB20 tinha acabado; eu tinha 22 carros. Hoje estou indo com 41, não há espaço para mais. A Stock Car também vive concorrência forte por vagas”, explicou.
Ele destacou ainda a alta procura de pilotos querendo ingressar na equipe:
“Recebo três ou quatro ligações por dia de pilotos interessados, mesmo com os carros já fechados. Isso mostra esse bom momento. Não digo que a NASCAR está fácil, mas fechar pilotos nunca foi tão tranquilo.”
Por fim, Beto atribui esse movimento ao amadurecimento do mercado e ao entendimento das empresas sobre o retorno do investimento no esporte:
“As empresas entenderam melhor onde investir. Isso fez com que surgissem mais pilotos, e hoje você consegue se profissionalizar correndo na Truck, na NASCAR ou até na HB20, algo que antes era quase exclusivo da Stock Car, devido ao relacionamento comercial e B2B.”






